Mundos secretos
e domínios
invisíveis circundam os cenários
de Dungeons & Dragons.
Moradas divinas, caos elementais, reinos
de sombras e impérios das fadas
são partes integrantes do universo.
A maioria dos mortais praticamente
desconhece esses locais, mas os heróis
são bem diferentes. Na verdade,
com freqüência os heróis
descobrem que suas aventuras os conduzem
a dimensões estranhas e distantes.
A Agrestia da Fadas
O
mundo alternativo mais próximo é a
Agrestia das Fadas, ou Reino Feérico.
Ele é um “eco” do
mundo mortal, uma dimensão paralela
onde as características geográficas
terrestres e marítimas são
muito similares àquelas do Plano
Material. Se houver uma montanha em
determinado local do mundo mortal,
uma montanha semelhante estará no
lugar correspondente da Agrestia. Entretanto,
o Reino Feérico não é uma
reprodução exata. As
estruturas construídas e terrenos
alterados não têm equivalentes
no mundo das fadas, portanto um vale
repleto de fazendas e vilarejos no
Plano Material será uma floresta
intocada, selvagem e incivilizada na
Agrestia das Fadas.
As diversas paisagens
da Agrestia das Fadas podem deixar
um visitante fascinado devido à sua
beleza, mas o Reino não é um
lugar seguro. Os heróis que
viajarem para a Agrestia podem encontrar:
- Uma
clareira na floresta, coberta de
musgo, onde druidas malignos derramam
o sangue de viajantes incautos para
alimentar as raízes de árvores
sedentas;
- A torre de um encantador
eladrin;
- O castelo
de um rei fomoriano, alojado em
cavernas esplêndidas
e lúgubres no Subterrâneo
feérico; ou
- Um labirinto
de espinhos, onde dríades bruxas
dos arbustos protegem uma relíquia
maligna.
O Pendor das Sombras
O
Pendor das Sombras é um reflexo
do mundo natural, assim como a Agrestia
das Fadas. No entanto, esse urzal sombrio
imita o Plano Material de uma forma
diferente. O Pendor é a terra
dos mortos, onde os espíritos
dos falecidos aguardam durante algum
tempo, em um reflexo escuro de suas
vidas anteriores, antes de desaparecem
silenciosamente para locais além
da compreensão. Alguns morto-vivos
nascem no Pendor das Sombras, enquanto
outros estão vinculados ao reino,
e muitas criaturas vivas habitam esse
reino obscuro.
Da mesma maneira
que a Agrestia das Fadas, o Pendor
das Sombras reflete o mundo mortal
com imperfeições.
As cidades, castelos, estradas e outras
estruturas construídas pelos
mortais existem no Pendor, onde deveriam
estar, mas são caricaturas distorcidas
e arruinadas das originais. O eco sombrio
de um porto marítimo próspero
no Plano Material seria um porto desolado
e decadente, com docas atravancadas
com as carcaças apodrecidas
de navios naufragados, e um cais outrora
movimentado quase vazio, exceto por
alguns transeuntes silenciosos e furtivos.
No Pendor das Sombras, os heróis
poderiam se aventurar em:
- Uma torre de um necromante;
- Um castelo
sinistro de um lorde shadar-kai,
que é cercado
por uma floresta de espinhos negros;
- Uma cidade
arruinada, assolada há eras
por uma praga ou pela insanidade;
ou
- O reino invernal
e envolto em brumas de Letherna,
onde a Rainha dos Corvos governa
um império de
fantasmas.
O Caos Elemental
Nem
todo o cosmos está conectado
ao mundo mortal de forma tão
direta quanto a Agrestia das Fadas
ou o Pendor das Sombras. O mundo natural
foi criado a partir da expansão
infinita do Caos Elemental (ou Tempestade,
ou Turbilhão), um local onde
toda a matéria e energia fundamentais
estão em ebulição.
Continentes flutuantes de terra, rios
de fogo, oceanos sufocados pelo gelo
e enormes ciclones de nuvens espiraladas
e relâmpagos colidem no plano
elemental.
Seres poderosos controlam
vastas regiões
do caos e moldam-nas conforme seus
próprios desejos. Neste plano,
os efreeti da Cidadela de Latão
sustentam seu reino no meio de um deserto
de areia incandescente, iluminado por
riachos de fogo causticante que despencam
dos céus como cachoeiras. Em
outros lugares do Caos Elemental, magos
mortais poderosos ou pretensos semideuses
ergueram refúgios secretos ou
dominaram os elementos vivos para construírem
seus domínios.
Criaturas elementais
de diversos tipos vivem e transitam
no Caos Elemental: arcontes de gelo,
arremessadores de magma, pássaros
trovejantes e salamandras. Os habitantes
mais perigosos são os demônios.
No nadir desse reino jaz o terrível
Abismo, a fonte de mal e corrupção
que alimenta as espécies abissais.
O Abismo é inacreditavelmente
vasto — milhares de quilômetros
de extensão — e suas entranhas
removem centenas de domínios
demoníacos, ilhas elementais
e continentes esculpidos para satisfazer
o gosto de seu senhor abissal. No interior
do Caos Elemental, os heróis
podem explorar:
- A Torre cristalina
de um arquimago morto há muito
tempo;
- Um monastério
austero de adeptos githzerai;
- O continente
abissal assolado por doenças onde Demogorgon governa
entre templos arruinados e bestas selvagens e sanguinárias;
ou
- Um extenso
oceano polar iluminado somente
pelo brilho gélido
dos icebergs e das auroras efêmeras,
que oculta a fortaleza congelada
de um bruxo dos gigantes do gelo.
O Mar Astral
Mais
um reino extra-dimensional se conecta
ao mundo mortal: o Mar Astral. Se o Caos
Elemental é a
manifestação
dos aspectos físicos do cosmos,
o Mar Astral é o domínio
da alma e da mente. Os reinos divinos,
as moradas dos deuses, flutuam no
interior das profundezas prateadas
e ilimitadas do mundo astral. Alguns
são
locais de glória e esplendor — o
pico dourado do Monte Celéstia,
as florestas verdejantes de Arvandor….
Mas outros pertencem a energias tenebrosas,
como os Nove Infernos, de onde Asmodeus
governa seu império infernal.
Alguns domínios astrais estão
abandonados, os paraísos e
infernos de deuses e poderes que
tombaram.
Somente os heróis
mais poderosos ousam se aventurar
nos domínios
dos próprios deuses. No Mar
Astral, eles podem encontrar:
- A Cidade
de Ferro, Dis, governada pelo diabo
Dispater com um misto de miséria
e castigo sobrepujado somente pelos
Nove Infernos;
- Um
artefato protegido por uma raça
de guerreiros amaldiçoados,
cujo castelo de adamante observa
todas as planícies
castigadas pela guerra do Aqueronte;
- A
torre negra
de Vecna, escondida nas profundezas
do Pandemônio;
ou
- Uma
fortaleza de githyanki vigiada por
dragões,
flutuando no mar prateado.
Ninguém sabe quantos domínios
astrais existem. Alguns, como os Nove
Infernos, possuem o tamanho de mundos
inteiros. Outros são do tamanho
de cidades, erguendo-se como ilhotas
brilhantes no Mar Astral. Diversos
domínios estão arruinados
ou abandonados, em geral quando os
deuses que os habitavam foram destruídos
ou esquecidos. Os muitos tesouros — ou
perigos — que estão adormecidos
nesses lugares são lembrados
somente pelos sábios mais eruditos.