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     Dungeons & Dragon

Design & Desenvolvimento: Cosmologia
Escrito por Rich Baker
Traduzido por Marcelo “Will” Stefani

Mundos secretos e domínios invisíveis circundam os cenários de Dungeons & Dragons. Moradas divinas, caos elementais, reinos de sombras e impérios das fadas são partes integrantes do universo. A maioria dos mortais praticamente desconhece esses locais, mas os heróis são bem diferentes. Na verdade, com freqüência os heróis descobrem que suas aventuras os conduzem a dimensões estranhas e distantes.

A Agrestia da Fadas

O mundo alternativo mais próximo é a Agrestia das Fadas, ou Reino Feérico. Ele é um “eco” do mundo mortal, uma dimensão paralela onde as características geográficas terrestres e marítimas são muito similares àquelas do Plano Material. Se houver uma montanha em determinado local do mundo mortal, uma montanha semelhante estará no lugar correspondente da Agrestia. Entretanto, o Reino Feérico não é uma reprodução exata. As estruturas construídas e terrenos alterados não têm equivalentes no mundo das fadas, portanto um vale repleto de fazendas e vilarejos no Plano Material será uma floresta intocada, selvagem e incivilizada na Agrestia das Fadas.

As diversas paisagens da Agrestia das Fadas podem deixar um visitante fascinado devido à sua beleza, mas o Reino não é um lugar seguro. Os heróis que viajarem para a Agrestia podem encontrar:

  • Uma clareira na floresta, coberta de musgo, onde druidas malignos derramam o sangue de viajantes incautos para alimentar as raízes de árvores sedentas;
  • A torre de um encantador eladrin;
  • O castelo de um rei fomoriano, alojado em cavernas esplêndidas e lúgubres no Subterrâneo feérico; ou
  • Um labirinto de espinhos, onde dríades bruxas dos arbustos protegem uma relíquia maligna.


O Pendor das Sombras

O Pendor das Sombras é um reflexo do mundo natural, assim como a Agrestia das Fadas. No entanto, esse urzal sombrio imita o Plano Material de uma forma diferente. O Pendor é a terra dos mortos, onde os espíritos dos falecidos aguardam durante algum tempo, em um reflexo escuro de suas vidas anteriores, antes de desaparecem silenciosamente para locais além da compreensão. Alguns morto-vivos nascem no Pendor das Sombras, enquanto outros estão vinculados ao reino, e muitas criaturas vivas habitam esse reino obscuro.

Da mesma maneira que a Agrestia das Fadas, o Pendor das Sombras reflete o mundo mortal com imperfeições. As cidades, castelos, estradas e outras estruturas construídas pelos mortais existem no Pendor, onde deveriam estar, mas são caricaturas distorcidas e arruinadas das originais. O eco sombrio de um porto marítimo próspero no Plano Material seria um porto desolado e decadente, com docas atravancadas com as carcaças apodrecidas de navios naufragados, e um cais outrora movimentado quase vazio, exceto por alguns transeuntes silenciosos e furtivos. No Pendor das Sombras, os heróis poderiam se aventurar em:

  • Uma torre de um necromante;
  • Um castelo sinistro de um lorde shadar-kai, que é cercado por uma floresta de espinhos negros;
  • Uma cidade arruinada, assolada há eras por uma praga ou pela insanidade; ou
  • O reino invernal e envolto em brumas de Letherna, onde a Rainha dos Corvos governa um império de fantasmas.


O Caos Elemental

Nem todo o cosmos está conectado ao mundo mortal de forma tão direta quanto a Agrestia das Fadas ou o Pendor das Sombras. O mundo natural foi criado a partir da expansão infinita do Caos Elemental (ou Tempestade, ou Turbilhão), um local onde toda a matéria e energia fundamentais estão em ebulição. Continentes flutuantes de terra, rios de fogo, oceanos sufocados pelo gelo e enormes ciclones de nuvens espiraladas e relâmpagos colidem no plano elemental.

Seres poderosos controlam vastas regiões do caos e moldam-nas conforme seus próprios desejos. Neste plano, os efreeti da Cidadela de Latão sustentam seu reino no meio de um deserto de areia incandescente, iluminado por riachos de fogo causticante que despencam dos céus como cachoeiras. Em outros lugares do Caos Elemental, magos mortais poderosos ou pretensos semideuses ergueram refúgios secretos ou dominaram os elementos vivos para construírem seus domínios.

Criaturas elementais de diversos tipos vivem e transitam no Caos Elemental: arcontes de gelo, arremessadores de magma, pássaros trovejantes e salamandras. Os habitantes mais perigosos são os demônios. No nadir desse reino jaz o terrível Abismo, a fonte de mal e corrupção que alimenta as espécies abissais. O Abismo é inacreditavelmente vasto — milhares de quilômetros de extensão — e suas entranhas removem centenas de domínios demoníacos, ilhas elementais e continentes esculpidos para satisfazer o gosto de seu senhor abissal. No interior do Caos Elemental, os heróis podem explorar:

  • A Torre cristalina de um arquimago morto há muito tempo;
  • Um monastério austero de adeptos githzerai;
  • O continente abissal assolado por doenças onde Demogorgon governa entre templos arruinados e bestas selvagens e sanguinárias; ou
  • Um extenso oceano polar iluminado somente pelo brilho gélido dos icebergs e das auroras efêmeras, que oculta a fortaleza congelada de um bruxo dos gigantes do gelo.


O Mar Astral

Mais um reino extra-dimensional se conecta ao mundo mortal: o Mar Astral. Se o Caos Elemental é a manifestação dos aspectos físicos do cosmos, o Mar Astral é o domínio da alma e da mente. Os reinos divinos, as moradas dos deuses, flutuam no interior das profundezas prateadas e ilimitadas do mundo astral. Alguns são locais de glória e esplendor — o pico dourado do Monte Celéstia, as florestas verdejantes de Arvandor…. Mas outros pertencem a energias tenebrosas, como os Nove Infernos, de onde Asmodeus governa seu império infernal. Alguns domínios astrais estão abandonados, os paraísos e infernos de deuses e poderes que tombaram.

Somente os heróis mais poderosos ousam se aventurar nos domínios dos próprios deuses. No Mar Astral, eles podem encontrar:

  • A Cidade de Ferro, Dis, governada pelo diabo Dispater com um misto de miséria e castigo sobrepujado somente pelos Nove Infernos;
  • Um artefato protegido por uma raça de guerreiros amaldiçoados, cujo castelo de adamante observa todas as planícies castigadas pela guerra do Aqueronte;
  • A torre negra de Vecna, escondida nas profundezas do Pandemônio; ou
  • Uma fortaleza de githyanki vigiada por dragões, flutuando no mar prateado.


Ninguém sabe quantos domínios astrais existem. Alguns, como os Nove Infernos, possuem o tamanho de mundos inteiros. Outros são do tamanho de cidades, erguendo-se como ilhotas brilhantes no Mar Astral. Diversos domínios estão arruinados ou abandonados, em geral quando os deuses que os habitavam foram destruídos ou esquecidos. Os muitos tesouros — ou perigos — que estão adormecidos nesses lugares são lembrados somente pelos sábios mais eruditos.

 

  Sobre o Autor

Um ex-oficial da marinha estadunidense, Rich Baker está desenvolvendo jogos desde 1991. Ele escreveu ou contribuiu para mais de 70 produtos, incluindo a 3ª Edição de Dungeons & Dragons e Axis & Allies Miniatures. Ele também é o autor de oito romances de Forgotten Realms, incluindo o bestseller do The New York Times, Condemnation.

Rich casou-se com sua amada da faculdade, Kim, in 1991; eles têm duas filhas, Alex and Hannah. Os interesses de Rich incluem ficção cientifica da Era de Ouro, história militar, caminhadas nas Cascatas, jogos de guerra de tabuleiro e os Phillies, um time de baseball da Filadélfia.


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