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Design & Desenvolvimento: Os Magos e seus Instrumentos
Escrito por Bruce Cordell
Traduzido por Marcelo “Will” Stefani

A magia satura o mundo e todos os reinos extraordinários além de seus limites, como uma força intrínseca presente em quase todas as coisas. A magia transforma e altera o ambiente natural, muitas vezes de forma ativa e súbita, noutras com sutileza e no decorrer de muitos séculos.

Essa fonte de energia arcana é difícil de compreender e ainda mais difícil de controlar. Os magos são capazes de fazê-lo através de anos de estudo, prática e aprendizado, até se tornarem mestres plenos.

Os magos empunham a magia arcana e reconhecem a realidade como ela é: uma estrutura de madeira fina sustentada e alimentada por uma energia absolutamente modelável para aqueles que conhecem os seus segredos. Por meio da pesquisa e do estudo, os magos descobrem rituais esotéricos que lhes permitem alterar o tempo e o espaço, disparar bolas de fogo para incinerar grupos de oponentes e brandir magias como um combatente empunha uma espada. Eles acessam magias maiores e menores para disparar torrentes violentas de frio, fogo ou eletricidade, confundir e aprisionar as vontades mais fracas ou mesmo se tornarem invisíveis e caminhar nas paredes.

O que diferencia os magos de outros manipuladores da magia arcana são seus instrumentos exclusivos. A maioria das pessoas reconhece as três ferramentas normalmente associadas com a arte da magia: a orbe, o cajado e a varinha.

Qualquer mago é capaz de usar um instrumento para aumentar a eficiência de suas magias. Assim como um guerreiro recebe um benefício quando golpeia um adversário com uma espada encantada, o mago também obtém uma vantagem quando utiliza uma orbe, um cajado ou uma varinha mágica durante a conjuração. Além disso, cada instrumento concentra a magia de uma disciplina ou tradição específica de modo mais eficaz, fornecendo habilidades que o mago não teria de outra forma. Assim, os magos raramente são encontrados sem pelo menos uma dessas ferramentas.

A orbe é o instrumento predileto das tradições do Sigilo Férreo e do Olho Ofídio. Os cabalistas do Olho utilizam as orbes para canalizar os poderes de encantamento, enganação e aprisionamento. Em contrapartida, os membros do Sigilo Férreo usam-nas para se resguardar com defesas poderosas quando invocam efeitos de eletricidade e energia.

O cajado é mais adequado às disciplinas da Chama Oculta e do Wyvern Dourado. Os servos da Chama empunham energias terríveis de fogo e iluminação através de seus cajados. Os iniciados da Wyvern são magos de combate que usam o instrumento para modelar e esculpir as magias que lançam.

A varinha é a favorita incontestável dos magos que preferem os ataques precisos e que causam dano. A tradição da Esmeralda Gélida utiliza o instrumento para canalizar poderes do frio e magias letais de ácido, enquanto os teurgos da tradição Andarilhos da Tempestade criam efeitos de eletricidade e energia usando as varinhas.

Um mago sem um instrumento é como um homem ligeiramente míope que não usa óculos: ele ainda é capaz de enxergar, mas sem o aparelho de correção não poderá ler um aviso do outro lado da estrada. Da mesma forma, embora as tradições de magos estejam associadas com um instrumento específico, o conjurador não precisa ter ou empunhar a ferramenta para usar um poder daquela tradição. Por exemplo, um mago da ordem da Chama Oculta será capaz de lançar a magia de fogo tempestade de cinzas mesmo se não possuir, se derrubar ou não estiver empunhando um cajado mágico. Mas, caso tenha o instrumento, este auxiliará na precisão do ataque e a maestria do personagem nas técnicas da Chama Oculta lhe permitirá infligir mais dano com o efeito da magia.

 

  Sobre o Autor
Bruce Cordell é um designer de D&D, mas durante seus doze anos na indústria de jogos, ele já trabalhou com miniaturas, jogos de tabuleiro, card games colecionáveis, sistemas d20 e muito mais. Bruce possui seu nome relacionado a mais de sessenta títulos, incluindo Expanded Psionics Handbook, Libris Mortis e Expedition to Castle Ravenloft. Seus trabalhos também incluem três romances publicados de Forgotten Realms (Lady of Poison, Darkvision, e Stardeep), e há mais ainda por vir.


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