BRÁULIO
TAVARES,
56 anos, direto do Rio de Janeiro
para participar do FANTASTICON 2007.
Escritor, roteirista e compositor.
Escreveu A
Espinha Dorsal da Memória
e A
Máquina Voadora,
entre outras obras. Hoje, deu a palestra
O
FANTÁSTICO NO ROMANCE D´A
PEDRA DO REINO,
de Ariano Suassuna. Abaixo, dá
sua opinião sobre jogos de
RPG e interação com
os jovens praticantes.
INTEGRAR EM VEZ DE MARGINALIZAR
"Já
participei de outros eventos sobre
RPG e Literatura, com meu filho Gabriel,
de 15 anos, que joga RPG e jogos de
computador.Acho muito importante jogar
RPG com ele, conhecer o que está
chamando sua atenção.
Não é só para
participar, mas para discutir o conteúdo,
o modelo, as regras. Acredito que
isso que faço poderia ser integrado
à vida das escolas, possibilitando
aos professores observar de perto
seus alunos, quais seus interesses,
seus gostos literários. É
assim que faço em minha casa,
se meu filho joga ou quer assistir
filmes, que são impróprios
para sua idade, fazemos isso juntos.
Depois discutimos, em pé de
igualdade, as motivações
do diretor e do autor, a atuação
dos atores. Mostro, baseado nisso,
o que é bom e o que é
ruim naquela situação
e comparo com a vida real. Compartilhando
juntos essas experiências, minha
argumentação ganha credibilidade
junto a ele."
"Sem
dúvida, os colégios
devem integrar estas atividades como
o RPG, games ou mesmo uma discussão
como esta sobre a Literatura Fantástica,
do mesmo modo como incorporam o xadrez,
por exemplo. O que não pode
é proibir por proibir e pronto!
Isso acontece em todo canto, pais
e professores proíbem seus
filhos e alunos, por ignorarem as
coisas. Proibidos pelos pais ou professores,
eles buscam o que querem fora de casa,
com amigos ou baixam "aquele"
filme da internet. São essas
as suas opções, que
acabam servindo de modelos para que
decidam o que é bom ou ruim
para suas vidas. Perdem seu referencial
seguro em casa e na escola. É
preciso integrar em vez de marginalizar!"