11/10/07
O Dobro de Cinco
Nova foto de Diomedes
O
mágico é a única criatura na face da terra
que tem o direito de desaparecer”.
Diomedes,
um detetive fracassado, que nunca resolvera um único
caso, mergulha de cabeça no mundo bizarro do Grande Circo,
um famoso circo no passado, hoje apenas um lugar fantasmagórico,
mais parecido com um hospício burlesco, para encontrar
Enigmo, o mágico que transformava água em vinho,
a pedido do pessonhento Hermes.
Nem sempre um detetive encontra exatamente o que procura.
IPANEMA
apresenta O Dobro de Cinco, longa-metragem baseado na Graphic
Novel de Lourenço Mutarelli. 2009
nos cinemas.
Diretor: Dennisson Ramalho
Diretor de Fotografia: Ricardo Della Rosa
Desenhista de Produção: Rafael Grampá
Produtores: Paulo Schmidt, Tadeu Jungle e Rodrigo Teixeira
Clique na imagem para amplia-la.
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30/08/07
Jornal: O Estado de São
Paulo - Caderno 2
O
dobro de cinco
Por
enquanto é um belisquete. Mas dá para perceber que
o produtor Rodrigo Teixeira e cia estão no caminho perfeito.
Sob regência de Paulo Schimdt e Tadeu Jungle, ele, o diretor
Dennison Ramalho, o desenhista de produção Rafael
Grampá e o diretor de fotografia Ricardo Della Rosa são
pilares do que será em 2009 nos cinemas o longa O
Dobro de Cinco, adaptado do livro de HQ de Lourenço
Mutarelli.
Fato é que acaba de ser rodado o teaser
do projeto que mistura a mise-en-scène de atores, cenário
de HQ e efeitos visuais em 3D. “A princípio, seria
uma animação. Mas o Grampá (e esse mérito
é dele!) sugeriu mesclar com o action para ficar mais orgânico.
Logo na primeira conversa com o Dennison, percebi que ele teria
que dirigir. É uma aposta em uma equipe jovem e que tem
muita vontade”, diz Rodrigo.
A
história conta a saga de Diomedes (Cacá Carvalho), detetive falido que vê a chance
de reerguer-se na busca pelo famoso mágico Enigmo. Mutarelli
está no elenco na pele de Hermes, grande cliente de Diomedes.
“É uma trama burlesca que mistura thriller e cinema
noir , sem perder as matrizes brasileiras”, explica o diretor.
Para atingir os efeitos desejados, o cenário foi todo distorcido.
“Seria difícil fazer de maneira real. O que a gente
faz é distorcer virtualmente”, diz Grampá.
A
cereja do bolo fica por conta do intenso trabalho de caracterização
do maquiador “ninja” (como define a equipe) Vavá
Torres, responsável pela ‘montação’
perfeita dos personagens. Marichilene Artsevskis cuidou do figurino,
feito sob medida por um alfaiate e garimpado em brechós.
O Dobro de Cinco - ainda sem patrocínio - é o segundo
projeto da Ipanema, produtora de conteúdo cultural que
será lançada em breve por Rodrigo Teixeira em associação
com o Grupo Ink, de Schimdt e Jungle.

Cacá
Carvalho caracterizado como Diomedes |
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Lourenço
Mutareli como Hermes |
|
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23/03/07
Estréia hoje nos cinemas "O
Cheiro do Ralo".
Lourenço
(Selton Mello), um comprador de objetos usados, vive enfurnado
em um galpão, protegido dos fracassados do mundo por uma
secretária e um segurança. Lourenço é
noivo, come estrogonofe, dirige uma Veraneio e leva a vida de
forma comum. Porém, conforme aumenta o cheiro desagradável
que vem do ralo do banheiro de seu escritório, começam
suas obsessões... um olho de vidro, uma bunda continental...
na mente de Lourenço, tudo está conectado. Leia
o resto da crítica no site Omelete.
Brasil,
2007. Direção: Heitor Dhália. Elenco: Selton
Mello, Silvia Lourenço, Paula Brown. Duração:
112 min.
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02/11/06
"O Cheiro do Ralo" é escolhido
o melhor filme da Mostra de Cinema de São Paulo. Redação
da UOL.
"O
Cheiro do Ralo", de Heitor Dhalia, foi eleito pelo júri
o melhor filme da 30ª Mostra de Cinema Internacional de São
Paulo. É a segunda vez na história do evento que
um filme brasileiro é eleito o melhor pelo júri
(a primeira foi com "Cinema, Aspirinas e Urubus", de
Marcelo Gomes, em 2005).
O
segundo longa-metragem de Dhalia também ganhou o Prêmio
da Crítica categoria nacional "pela junção
de um fino humor negro com reflexões psicológicas
e sociais, entre outras".
"Antonia",
de Tata Amaral, e "O Ano em que Meus Pais Saíram de
Férias", de Cao Hamburger, levaram R$ 200 mil, cada
um, do Prêmio Petrobras de Difusão na categoria ficção.
"Fabricando Tom Zé", de Decio Matos Jr, ganhou
R$ 200 mil na categoria documentário. Os filmes foram escolhidos
pelo público, e o dinheiro do prêmio é para
a distribuição dos longas.
Os
vencedores foram anunciados hoje (2) no Auditório Ibirapuera.
A Mostra de Cinema continua com mais sete dias de programação
extra, até 9/11. Veja
aqui os filmes e horários.
Este
ano, o evento dirigido por Leon Cakoff levou 220 mil espectadores,
de 20 de outubro a 2 de novembro, um aumento de 10% em relação
ao total de 2005. Foram exibidos 420 filmes, entre longas, médias
e curtas-metragens, de 44 países em 19 salas na capital
paulista.
Veja
a notícia original
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23/10/06
O filme O Cheiro do Ralo estréia
amanhã, na 30ª Mostra de Cinema em São Paulo.
Veja
a seguir as datas de exibição do filme:
| Sessão |
Data |
Sala |
| 330 |
24/10
(terça-feira)
20:00 |
Cine
Bombril Sala 1 |
| 414 |
25/10
(quarta-feira)
22:00 |
Espaço
Unibanco de Cinema 1 |
| 468 |
26/10
(quinta-feira)
15:50 |
Sala
UOL de Cinema |
| 660 |
28/10
(sábado)
13:30 |
Cinesesc |
Para
compras de ingresso e outras informações do evento,
visite o site
oficial da 30ª Mostra de Cinema.
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19/10/06
O cheiro do ralo - 30ª Mostra Internacional
de Cinema.
Resenha de Érico Borgo, do site Omelete.
A
parceria entre o consagrado quadrinhista brasileiro Lourenço
Mutarelli e o publicitário e cineasta Heitor Dhalia começou
com o elogiado Nina. No filme de 2004, o escritor e desenhista
cuidou das viscerais passagens animadas. Agora, no longa O cheiro
do ralo (2006), atinge maior expressão, já que adapta
para as telonas o primeiro romance de Mutarelli, que - veja só!
- aproveita para debutar também como ator.
O roteiro adaptado é do próprio
Dhalia e Marçal Aquino (Crime delicado, O invasor), sujeito
que dispensa apresentações. A dupla já trabalhou
junta em Nina e retoma aqui a ótima colaboração,
ao transportar a obra sem perder um grama sequer de sua deliciosa
ironia.
Na trama, Lourenço (Selton Mello), um comprador
de objetos usados, vive enfurnado em um galpão, protegido
dos fracassados do mundo por uma secretária (Martha Meola)
e um segurança (o próprio Mutarelli, divertidíssimo).
Os dois cuidam de filtrar os desesperados que podem entrar na
sala do chefe e oferecer seus tesouros e tralhas a ele.
Lourenço
começa o filme quase normal. É noivo, come estrogonofe
com batatinha ao lado da futura esposa, dirige uma Veraneio e
leva a vida de forma comum. Porém, conforme aumenta o cheiro
desagradável que vem do ralo do banheiro de seu caótico
escritório, cresce também a sensação
de poder dele, de domínio sobre aqueles desgraçados
que ele "coisifica", catalogando-os em função
de seus objetos. Começam também as obsessões...
um olho de vidro, uma bunda continental... na mente de Lourenço,
tudo está conectado.
Dhalia
leva com competência a obra marginal de Mutarelli às
telas, enriquecendo a narrativa com pequenas pistas visuais sobre
a questionável personalidade do personagem. Direção
de arte, fotografia, figurino, tudo espelha o universo do comprador
de velharias, que dá vida ao ambiente disparando engraçadíssimas
frases de efeito com a mesma facilidade que respira e se afunda
no ar fedido do banheirinho.
Mas nem todo o talento cinematográfico
do planeta teria êxito em levar à tela essa história,
que depende quase que exclusivamente do personagem principal,
se não houvesse um protagonista perfeito liderando o elenco.
Selton Mello abraça a cria de Mutarelli e a arranca das
páginas do livro com cínica perfeição.
A
voz rouca do ator e sua atitude blasé dão ao anti-herói
trash sua carne e osso, mas é a genial desconfiança
de Mutarelli sobre a sociedade responsável pela sua alma
deliciosamente perturbada.
Veja
a notícia original
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06/10/06
O Festival do Rio terminou ontem. O filme
O Cheiro do Ralo, dirigido por Heitor Dhalia, conquistou três
prêmios, incluindo o de melhor longa latino-americano.
Confira
a seguir os filmes premiados:
Prêmio
FIPRESCI -
Júri da Federação Internacional da Imprensa
Melhor Longa Latino-Americano - O
Cheiro do Ralo,
de Heitor Dhalia
Júri
Oficial
Prêmio Especial do Júri - O
Cheiro do Ralo,
de Heitor Dhalia
Melhor Ator - Selton
Mello
(O
Cheiro do Ralo)
e Sidney Santiago (Os 12 Trabalhos)
Melhor Longa-Metragem Ficção - O céu de Suely,
de Karim Aïnouz
Melhor Longa-Metragem Documentário - À margem do
concreto, de Evaldo Mocarzel
Melhor Curta-Metragem - Joyce, de Caroline Leone
Melhor Direção - Karim Aïnouz (O céu
de Suely)
Melhor Atriz - Hermilla Guedes (O céu de Suely)
Júri
Popular
Melhor Longa Ficção - O ano em que meus pais sairam
de férias, de Cao Hamburger
Melhor Longa Documentário - Fabricando Tom Zé, de
Decio Matos Jr.
Melhor Curta - Mauro Shampoo, de Paulo Henrique Fontenelle e Leonardo
Cunha
Prêmio
Melhor Filme da Mostra Geração, eleito pelo público
Fazendo amigos (Venner for livet / Finding Friends), de Arne Lindtner
Næss
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02/10/06
Diretor conta história cruel com humor
em "O Cheiro do Ralo"
SILVANA ARANTES
da Folha
de S.Paulo, no Rio
Ninguém
apostou no sucesso de "O Cheiro do Ralo" no Festival
do Rio. Nem antes dele. "Não consegui captar nem um
centavo em patrocínio [para filmar o longa-metragem]",
conta o diretor Heitor Dhalia, 36.
O
projeto seguiu em frente com R$ 315 mil reunidos entre sócios
privados e um estratagema decalcado do roteiro do filme, cujo
protagonista é um negociante de objetos usados --tudo que
se vê em "O Cheiro do Ralo" é de segunda
mão. Boa parte dos objetos e roupas são empréstimos
de brechós e amigos da equipe do filme.
Ao
se ver sem os R$ 2,5 milhões originalmente orçados,
em vez de desistir das filmagens, Dhalia pensou: "Tenho o
ator [Selton Mello, que trabalhou de graça]. Tenho um puta
roteiro. Vou fazer esse filme, porque vai ser bom para mim".
E
foi. O diretor anda cercado por cumprimentos de convidados nacionais
e internacionais do Festival do Rio, desde que o filme estreou
na disputa da Première Brasil, na quarta passada. Os vencedores
(entre dez concorrentes) serão conhecidos na próxima
quinta.
Além
do apreço ao filme, a reação a "O Cheiro
do Ralo" envolve também um punhado de surpresa com
o tom que Dhalia adotou desta vez, lançando mão
do humor para temperar o traço cinzento da história.
É
uma lição aprendida com a rejeição
a "Nina" (2004), seu filme de estréia, em que
Dhalia reconhece ter sido "absolutamente não-concessivo
e ter deixado a morte vencer".
Os
"personagens tortos, não-corretos" continuam
fascinando Dhalia, mas ele entendeu que "as pessoas conseguem
acompanhar um certo grau de peso". Acima desse grau, o público
se afasta.
Para
alcançar a medida da atração para uma história
cruel, é indispensável que "o protagonista
tenha muito carisma e faça o público colar nele".
Selton Mello tem. Dhalia sabia disso.
"O
Cheiro do Ralo" tem estréia prevista para 2007. Antes,
deverá estar na Mostra de São Paulo (de 20/10 a
2/11).
Enquanto
isso, Dhalia pensa em filmar dois novos longas, "À
Deriva", sobre a descoberta da sexualidade de uma adolescente,
e um romance ambientado no Haiti, entre um soldado brasileiro
das forças de paz e uma moradora local.
"De
certa maneira, é um filme de guerra e favela. Acho que
falta ao cinema brasileiro falar mais da atualidade", afirma.
Veja
a notícia original
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