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John
Byrne
Nascido em 06 de Julho de 1950,
em Walsall, na Inglaterra John Lindley Byrne
mudou-se aos cinco anos com sua família para
o Canadá.
Chegou a estudar numa faculdade
de arte em Calgary, mas, após dois anos e meio,
ele e seus professores chegaram à conclusão
de que o curso tinha pouco a oferecer para alguém
que queria ser quadrinhista.
Assim, John Byrne foi atrás de
seu sonho até que, em 1975, começou sua carreira
como desenhista profissional para a extinta
editora Charlton, nas séries Doomsday + 1
e Wheelie and the Chopper Bunch, a
versão em quadrinhos do desenho animado Carangos
e Motocas.
Pouco tempo depois, no final daquele
ano, foi para a Marvel, onde desenhou a revista
do Punho de Ferro (que era escrita por Chris
Claremont) e várias histórias esporádicas.
Então, após ter conquistado fama
e um certo respeito com seu estilo dinâmico,
foi escolhido pela Marvel para substituir o
desenhista Dave
Cockrum num título que estava começando
a conquistar os leitores: The Uncanny X-Men.
Começando na edição # 108, Byrne
fez uma parceria com Chris
Claremont (o roteirista) que entraria para
a História, criando sagas espetaculares como
“A Saga da Fênix Negra” e “Dias de Um Futuro
Esquecido”.
Também foi graças a Byrne que
o personagem Wolverine atingiu a popularidade
entre seus leitores.
No entanto, em 1981 ele deixou
o título e desenhou algumas das melhores histórias
do Capitão América (escritas por seu amigo Roger
Stern) até hoje.
Logo em seguida, ele assumiu como
escritor e desenhista da revista do Quarteto
Fantástico, onde ficou por cinco anos e criou
histórias fantásticas que só perdem em brilhantismo
e genialidade para a fase de Stan
Lee e Jack
Kirby.
Paralelamente, em 1983, ele também
escrevia e desenhava a revista da Tropa Alfa,
um grupo de heróis canadenses. No final de 1985,
teve uma breve e elogiada passagem na revista
do Hulk e, em 1986, foi convidado pela DC Comics
para reformular o Super-Homem após o término
da maxi-série Crise nas Infinitas Terras.
De maneira brilhante, Byrne redefiniu
uma nova origem para o personagem e criou os
padrões que vêm sendo seguidos até os dias de
hoje.
Então, em 1991, John Byrne decidiu
produzir algo que não tivesse de se curvar ao
Comics Code (um órgão censor americano das revistas
quadrinhos) e criou a série Next Men, seguida
de Danger Unlimited e Babe (esta
em 1995), todas lançadas pela Dark Horse Comics.
Depois dessa tentativa não muito
bem-sucedida de produzir quadrinhos de sua própria
autoria, ele passou três anos escrevendo e desenhando
a revista da Mulher-Maravilha para a DC Comics
e a maxi-série de 13 partes que recontaria a
história do Homem-Aranha chamada Spider-Man:
Chapter One.
Ambos ficaram muito abaixo do
nível de qualidade que ele havia trazido aos
quadrinhos em anos passados.
Seus últimos trabalhos para a
Marvel que merecem destaque foram X-Men:
The Hidden Years, que conta várias histórias
dos X-Men originais e que poderiam ser cronologicamente
encaixadas no período em que o título viveu
de republicações de histórias clássicas; e Marvel:
The Lost Generation, no qual, juntamente
com o escritor Roger Stern, tentou reunir uma
variedade de personagens obscuros da Marvel.
Recentemente, John Byrne explorou
várias realidades alternativas de Super-Homem,
Batman e diversos heróis da DC dentro de mini-séries
sob o título Generations.
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