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| Coleção Pulsar: Trilogia Padrões de Contato |
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“Agradeço ao Sr. Jorge Luiz Calife, do Rio de Janeiro, por uma carta que me fez pensar seriamente numa possível continuação [de 2001: Odisséia no Espaço]”
Como este agradecimento em 2010: Uma Odisséia no Espaço II, Arthur C. Clarke colocou o brasileiro Calife no mapa da ficção científica mundial, abrindo a ele as portas para escrever a Trilogia Padrões de Contato:
Século XXV. A humanidade controla a natureza e vive uma era de hedonismo e tranqüilidade econômica e social. Empreiteiros espaciais disputam megaprojetos de ultratecnologia, dividindo o Sistema Solar entre seus interesses. Residências aéreas dão forma a uma vida paradisíaca nos céus da Terra. Golfinhos mantêm contato telepático com uma inteligência galáctica de bilhões de anos, a Tríade, guardiã da segurança da humanidade. Mas tudo começa a mudar com a chegada do Batedor, sonda de uma civilização distante que oferece testemunho de que o destino da humanidade está entre as estrelas.
Século XXVI. A humanidade tenta encontrar saídas para a colonização estelar. Tensões aumentam entre os que desejam manter a pureza do corpo humano, os que querem a fusão com a máquina, e os que buscam a simbiose com organismos geneticamente manipulados. Baleias trabalham na construção civil em Europa, a lua de Júpiter, e jovens simbiontes conseguem flutuar no vácuo sem trajes espaciais. Mas um problema de preservação ambiental pode limitar a construção de um novo porto espacial de grande importância para a Terra.
Século XXVIII. A ultratecnologia trouxe a felicidade? Não para um grupo de transcendentalistas que enviam apelos ao espaço com radiotelescópios. Para eles, a Tríade tem a solução – a fusão de mentes individuais a uma matriz cristalina, unindo a espécie humana à sua consciência coletiva.
Assim Jorge Luiz Calife constrói a sua história do futuro. O fio condutor é Angela Duncan, mulher tornada imortal pela Tríade. A saga avança com a descoberta de uma nave de gerações tripulada por brasileiros e vítima de uma cruel ditadura militar, com uma guerra contra parasitas espaciais, e jornadas por um buraco negro até o passado da Terra, e a resolução do mistério da Tríade.
— Confira um trecho da Trilogia Padrões de Contato — |
Comentáris
“[Agradeço] ao Sr. Jorge Luiz Calife, do Rio de Janeiro, por uma carta que me fez pensar seriamente numa possível continuação [de 2001: Uma Odisséia no Espaço]”
Como este agradecimento em 2010: Uma Odisséia no Espaço II, Arthur C. Clarke colocou o brasileiro Calife no mapa da ficção científica mundial, abrindo a ele as portas para escrever a Trilogia Padrões de Contato.
“Um brasileiro imaginativo, bem informado e irreverente, capaz de lidar com a ficção científica tão bem quanto os melhores autores estrangeiros do gênero.”
– Miriam Paglia Costa, Veja.
“[Um] marco da sci-fi brasileira e precursora do gênero new space opera.”
– Arnaldo Bloch. O Globo.
“Os romances de Calife são os primeiros a combinar a escala épica do mito, sense of wonder, e a crença na tecnologia no Brasil... Ele representa uma nova espécie de escritor de ficção futurista no Brasil, que explora questões sociais, ecológicas e políticas, ao mesmo tempo que especula sobre a colonização do espaço e novas tecnologias... Calife ultrapassa os limites dos escritores anteriores do gênero, ao criar um mundo no qual a tecnologia, quando associada a uma consciência social e metafísica, abre um novo conjunto de possibilidades para o futuro.”
– M. Elizabeth Ginway, autora de Ficção Científica Brasileira.
“Dono já de um estilo, [Calife] manipula os ingredientes próprios do gênero com precisão... sem os artificialismos que tanto prejuízo trazem a grande parte dos volumes que em todo mundo se imprimem...”
– Gumercindo Rocha Dorea.
“Calife começou a escrever ficção científica hard em meados da década de 1980, mas a densidade de informações em seus romances parece prefigurar um momento da FC internacional que viria somente quinze anos depois.”
– Roberto de Sousa Causo, autor de A Corrida do Rinoceronte.
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Calife começou a escrever ficção científica hard em meados da década de 1980, mas a densidade de informações em seus romances prefigura um momento da FC internacional que viria somente quinze anos depois.
— Roberto de Sousa Causo, autor de A Corrida do Rinoceronte
O fluminense Jorge Luiz Calife é um dos mais importantes e prolíficos autores de ficção científica do Brasil, considerado o “pai da FC hard brasileira” (aquela em que tecnologia e conceitos científicos são mais determinantes) pelo pioneirismo da sua trilogia “Padrões de Contato”, aqui reunida pela primeira vez num único volume. Calife ajudou a popularizar a idéia de uma FC brasileira publicando em revistas como Ele & Ela, Playboy, Isaac Asimov Magazine e Manchete – onde foi publicado o seu conto “2002”, que impressionou Arthur C. Clarke e o motivou a escrever uma sequência ao seu clássico 2001: Uma Odisséia no Espaço. Seus contos apareceram também na França e em Portugal. Algumas dessas histórias estão reunidas em As Sereias do Espaço (2001). Jornalista e divulgador científico, também publicou Espaçonaves Tripuladas (com Cláudio Oliveira Egalon e Reginaldo Miranda Júnior, 2000) e Como os Astronautas Vão ao Banheiro? E Outras Questões Perdidas no Espaço (2003). |
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