Devir










































   Alma: Gênero e Grau

“Um livro que revela nossa natureza”


O Jogo do Exterminador

Na mitologia grega, Harmonia é filha de Ares e Afrodite, ou seja, nasceu do encontro entre o deus da guerra e a deusa do amor e da beleza. Não é possível alcançar a harmonia sem que se explicite um conflito e sem que se cuide de abordá-lo amorosamente.”
— Alberto Lima, psicoterapeuta e autor de Alma: Gênero e Grau

Tornou-se óbvio que é necessário discutir os conflitos crescentes entre homens e mulheres contemporâneos. É preferível que o conflito seja colocado sobre a mesa e abordado com respon-sabilidade, com respeito, com abertura e com gentileza”.
Essa é a tarefa a que o autor de Alma: Gênero e Grau se propõe.

Neste livro, homens e mulheres de diferentes faixas etárias responderam a duas perguntas: 1) quais os incômodos experi-mentados em relação ao funcionamento de pessoas do sexo oposto; 2) o que gostaria de conhecer/compreender melhor a respeito de pessoas do sexo oposto ao seu.

As respostas foram organizadas em categorias temáticas, consideradas uma síntese das observações mais críticas e das curiosidades encontradas nos depoimentos.

Assim, por exemplo, a mulher se queixa de que o homem não a ouve. A experiência do homem não confirma essa leitura. O que se passa naquela comunicação? Como pode alguém falar, outro alguém ouvir, o primeiro não se sentir ouvido e o segundo se sentir injustiçado com essa avaliação?

Devido a uma ingênua auto-referência, numa tentativa de codificar a realidade dos demais com base no próprio entendimento do mundo, homens e mulheres cometem distorções quando buscam compreender o que se passa com os representantes do outro gênero. Em vez de pessoas reais, ambos se relacionam com imagens sobrepostas, carregadas de suposições e preconceitos, sem perceberem que o fazem. Ambos tomam como certos, óbvios e inequívocos os seus pontos de vista, sem qualquer verificação crítica que faça justiça à verdadeira natureza dos relacionamentos.

Buscando desvendar alguns destes mistérios, Alberto Lima constata que as diferenças existentes são, ao invés de destrutivas, a grande riqueza dos relacionamentos. O livro identifica um dos nossos sofrimentos mais arraigados e nos oferece um antídoto muito eficaz – a capacidade de silenciar seu posicionamento pessoal e, ao mesmo tempo, ocupar-se com a generosidade e a doação, coisas que se alcançam com o exercício de admirar o outro como ele é e de oferecer-lhe seu melhor.


   Sobre o Autor

Alberto Lima, formado em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo em 1981, obteve o grau de mestre pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo em 1991; doutorou-se também em Psicologia Clínica pela PUC SP, em 1999.

Membro da International Association for Jungian Studies, integrou o Comitê Executivo da organização na primeira gestão, de 2003 a 2005.

É psicoterapeuta de orientação junguiana e desenvolve sua prática clínica com famílias, casais e adultos. Dirige a prestadora de serviços por ele fundada, a Opus Psicologia e Educação Ltda, que se ocupa com atividades nos dois campos contidos na razão social da empresa. Dentre essas atividades, a “menina dos olhos” do autor é a Clínica Social Opus, que propicia atendimento psicoterápico a pessoas e famílias de baixa renda.

Autor de:
    • O Pai e a Psique, 2002
    • Gestalt e Sonhos, 2002
    • Brincadeiras Selvagens — Problema Nosso, 1997