
Will
Eisner nasceu na cidade de Nova York,
em 06 de Maio de 1917. Ingressou no mercado
de quadrinhos em 1936, após cursar
a New York Art Students League. Com seu sócio,
S.M. Iger, fundou um estúdio que produziu
revistas para várias editoras.
Uma
dessas revistas foi a edição
de Setembro de 1938 de Jumbo Comics, que
trazia a primeira aventura de Sheena, a
Rainha das Selvas.
Nesta
época muito fértil para
os quadrinhos, Eisner criaria vários
heróis, como O Gavião dos
Mares, Tio Sam, Sr. Místico e K-5.
Seu personagem mais conhecido, contudo,
surgiria em 1940, numa revista distribuída
aos Domingos junto com vários jornais.
Era Spirit, um mascarado que não
possuía superpoderes, mas combatia
o crime apenas os punhos e a inteligência.
Na revista, Eisner usava uma técnica
singular que apresentava iluminação
e enquadramentos inspirados no expressionismo
alemão.
Apesar do clima a primeira vista um tanto
sombrio que as histórias traziam,
todas eram recheadas com o mais fino humor
e ironia, o que contribuiu para que The
Spirit fosse considerada uma das séries
em quadrinhos mais importantes de todos
os tempos.
Eisner foi fundador da American Visual
Corporation, que produziria quadrinhos
educacionais entre os anos 50 e 70. Em
1978, ele publicou Um Contrato Com Deus,
com o qual foi inventado o termo "graphic
novel". Entre as honras que recebeu,
está a criação de
um troféu com o seu nome, que premia
anualmente os profissionais que mais se
destacaram nos quadrinhos.
Embora as aventuras do Spirit ainda sejam
republicadas no mundo todo, Will Eisner
tem se dedicado apenas a graphic novels
com temas mais realistas, como No Coração
da Tempestade, O Último Dia no
Vietnã e, mais recentemente, O
Nome do Jogo. Além das suas premiadas
graphic novels, ele também é
o autor do importante estudo Quadrinhos
e Arte Seqüencial.
Considerado
o artista mais importante dos quadrinhos
e da cultura pop do século XX,
Eisner faleceu no dia 3 de janeiro de
2005, aos 87 anos de idade, após
complicações pós-operatórias
do implante de quatro pontes de safena
feito em 22 de Dezembro de 2004.
Não houve nenhum funeral a pedido
do próprio Eisner, pois, segundo
sua esposa Ann, ele os detestava. Ele
foi enterrado ao lado de sua filha, falecida
em 1969, vítima de câncer.
Sua
morte deixa órfã toda uma
legião infindável de leitores
e admiradores de sua obra magnífica
que influenciou gerações no
mundo todo, pois foi
graças à sua genialidade e
ao seu talento que as histórias em
quadrinhos passaram a ser reconhecidas como
uma forma de arte num termo que ele próprio
cunhou: Arte Seqüencial.
Mas
a criatividade do mestre Will Eisner esteve
presente em cada quadrinho, desenho ou palavra
das histórias que ele nos presenteou
nesses anos todos.
Sua
criação mais famosa, o personagem
Spirit, continua sendo apontada como uma
das mais originais e influentes de todos
os tempos, além de ter sido um marco
para o surgimento das revistas em quadrinhos.
Os
Quadrinhos sofreram uma perda insubstituível
com sua morte, e ele ainda continuava trabalhando
ativamente em seu estúdio na Flórida,
EUA. Sua
morte será sentida por todos nós,
mas ele jamais será esquecido.
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"Se alguém pudesse ter elevado
o gênero a um novo nível, esse
alguém seria Eisner. Durante o curso
de sua carreira, ele se firmou como um dos
criadores mais habilidosos e criativos do
meio."
— The Los Angeles Times
"...a
seção de Will Eisner, onde
a mídia dos quadrinhos transformou-se
em alguma coisa naturalista, desvirtuada,
introspectiva e culta - no universo dos
quadrinhos, isso é, de fato, uma
coisa de outro mundo..."
— David Hadju, The New York Review of Books
"O
NOME DO JOGO é uma saga de família:
comovente, brutal e irônica, na qual
um simples traço de nanquin, um franzir
de sobrancelhas, o movimento de ombro de
alguém, falam mais do que palavras
jamais poderiam. É um saboroso caldo
de amor e ambição, de história
e de judeus, que são um prazer tanto
na leitura quanto na educação."
— Neil Gaiman, autor de Deuses Americanos
e criador e escritor da série Sandman
"Will
Eisner parece alguma utopia de anarquistas.
É como um permanente estado de revolução.
Sua contínua vitalidade como artista,
desafia lógica, razão, época,
história -- e os jovens autores de
hoje."
— Michael Chabon, autor de The Amazing
Adventures of Kavalier & Clay
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