
Na virada do século, lá vivia uma
jovem chamada Askja, a filha de Thora e um homem
desconhecido, e sobrinha-neta de Bjorn Stefánsson,
um dos últimos pescadores independentes
da Islândia.
Askja
era filha única, mas sua juventude não
foi nem um pouco solitária. Sua imaginação
era poderosa, seus amigos tão variados
como o vento e as folhas, e, freqüentemente,
eram os mesmos. A ciência foi sua primeira
grande paixão, e o álcool foi a
segunda. Seu coração e sua mente
sempre estavam abertos, até mesmo para
a mais fascinante singularidade...
-
Trecho de "A Saga de Askja Thorasdottir"
O
livro que você tem em mãos foi desenvolvido
a partir de um sonho que tive durante um período
de sono intermitente, causado pela mudança
de fuso horário, resultante da minha segunda
viagem à Islândia. Isso aconteceu
no inverno de 1999. A viagem foi bem curta - de
apenas três dias - e memorável por
conta do dolorosamente gelado vento ártico
que marcou minha visita, e também porque
vi no meio da noite a cantora Bjork caminhando
pelas ruas de Rekyjavik, com seus cabelos esvoaçando
em todas as direções, o que lhe
deu a aparência de um tipo de fada com toques
de Medusa.
Quando
finalmente voltei aos EUA, comecei a trabalhar
nas personagens, roteiro e formato da história.
Originalmente, eu pretendia que essa obra fosse
desenhada pelo artista Jim Lawson (mais conhecido
pelo seu trabalho nos gibis das Tartarugas Ninja),
mas ele não aceitou o convite por razões
particulares. Alguns meses depois, fui apresentado
a Mike Hawthorne que, na ocasião, estava
pensando em abandonar o campo das histórias
em quadrinhos. Umbra o convenceu a mudar de idéia,
algo pelo qual todos nós deveríamos
ficar gratos, pois Mike é um artista muito
talentoso.
Umbra levou vários anos para ser concluída,
essencialmente porque só trabalhávamos
nela nas nossas horas de folga, que eram bem poucas.
Assim que a arte foi finalizada no final de 2005,
Umbra, então, foi aceita para publicação
nos EUA pela Image Comics e lançada como
uma mini-série em três partes durante
o verão de 2006. No início de 2007,
foi traduzida para o francês, compilada
numa única edição, e publicada
na França, Bélgica e Suíça.
Eu
estou muito entusiasmado com a tradução
de Umbra para a língua portuguesa e seu
lançamento no Brasil e em Portugal, e espero
que você goste da história.
-
Murphy
15/05/07

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Stephen
Murphy, seja com seu próprio nome
ou com vários pseudônimos, já
escreveu mais histórias das Tartarugas
Ninja do que qualquer outro ser vivo, morto ou
morto-vivo. Essas histórias assumiram a
forma de revistas em quadrinhos, tiras de jornal,
livros infantis, romances e roteiros para televisão.
Atualmente, ele está trabalhando numa série
de quadrinhos com o artista argentino Dario Brizuela
e, também, na sua primeira graphic novel
autobiográfica, com arte de Mike Hawthorne,
o artista de Umbra. Ele trabalha como Diretor
Criativo da Mirage Studios, a companhia proprietária
das Tartarugas Ninja. Murphy mora em Massachusetts
com sua esposa e filha. Recentemente foi indicado
ao prêmio HARVEY de melhor roteirista por
seu trabalho em UMBRA (que também concorre
na categoria de melhor mini-série).

Mike Hawthorne já
trabalhou para quase todas as principais editoras
de quadrinhos dos Estados Unidos. Várias
das suas obras também foram publicadas
na Europa. Mike foi indicado ao Prêmio Eisner
pelo seu trabalho em Queen & Country, com
Greg Rucka. Atualmente, ele está desenhando
a nova série mensal da Vertigo, The Un-men,
além de estar concluindo sua própria
série Hysteria: One Man Gang. Ele mora
na Pensilvânia com sua esposa e três
filhos.
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