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| Quadrinhos
- Mutarelli - A Soma de Tudo / Parte 2 |
Lourenço
Mutarelli encerra, com A Soma de Tudo
Parte 2, a Trilogia do Enigmo
A
segunda parte de A Soma de Tudo, encerra
a trilogia O Enigma do Enigmo, que revelou
o Detetive Diomedes - um dos mais importantes
personagens das histórias de detetive
narradas em quadrinhos.
Quem
acompanha a trajetória desta importante
e premiada criação de Mutarelli,
além de bater papo com o autor,
poderá também ver de perto
os desenhos originais de "O Enigma
de Enigmo" numa exposição
inédita, na Gibiteca Henfil. Lourenço
Mutarelli tem o conjunto de obra mais
premiado das HQs: são 13 prêmios
HQMIX, dois prêmios Ângelo
Agostini, duas premiações
Graúna pela Primeira Bienal Internacional
de Quadrinhos, do Rio de Janeiro e um
prêmio Nova.
Relembrando
os dois últimos álbuns...
Na opinião da crítica especializada,
O Dobro de Cinco, O Rei do Ponto e A Soma
de Tudo (Parte 1) classificam-se como
a melhor história em quadrinhos
produzida no Brasil, nestes últimos
anos.
O
estilo dominante nestas três histórias
é o policial e mostra todo o cuidado
que o artista tem com seus roteiros, construídos
sobre uma estrutura cinematográfica,
que garantem ao leitor participar de aventuras
com muita ação e suspense.
Os desenhos exibem o domínio de
técnicas de luz e sombras e retratam
cenas com um detalhismo microscópico.
Tudo fruto de uma minuciosa pesquisa pessoal,
registrada através de sua câmera
fotográfica ou em horas de trabalho
desenhando um local ou um item de interesse
para seus roteiros. Finalmente, os títulos
dos álbuns. Segundo o autor, os
títulos são simbólicos
e "têm um sentido mais profundo
do que aparentam" e, assim como as
tramas, estão interligados.
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| A
História da Trilogia |
O personagem Diomedes nasceu da necessidade
de se criar um detetive particular para
o livro O Dobro de Cinco (Devir,1999),
contratado para descobrir o paradeiro
de um mágico chamado Enigmo. A
inspiração para criar o
detetive veio do próprio pai de
Mutarelli, que era policial. Os traços
definiram Diomedes num tipo baixinho,
gordo, careca, ostentando um bigode fininho
e quase sempre de chapéu. Um ex-delegado
de polícia aposentado, que faz
bicos como detetive particular, assegurando
alguns trocados a mais que a aposentadoria.
Tem
mais de 50 anos, foi abandonado pela mulher
e não se relaciona com o filho.
Ele próprio se acha um fracasso
pessoal e profissionalmente. Talvez por
isso, toma todas, fuma muito e, às
vezes, é dono de um caráter
pouco confiável.
Em
O Dobro de Cinco, um clima misterioso
toma conta da história, levando
Diomedes a se envolver numa tremenda confusão,
ao matar o domador de leões do
circo, onde o mágico trabalhava.
É perseguido por bandidos e alvejado
por vários tiros, fazendo o leitor
acreditar que teria sido assassinado.
O sucesso de Diomedes surpreendeu seu
criador, que decidiu mantê-lo vivo,
contrariando seu estilo de eliminar o
protagonista de suas histórias.
A
continuidade veio com o segundo volume
da trilogia - O Rei do Ponto (Devir,
2000). Diomedes é chantageado por
um policial ambicioso que mostra saber
que foi ele quem matou o domador de leões
e o obriga a desvendar um mistério,
envolvendo casais mortos por ingestão
de veneno para ratos. Em 2000, Mutarelli
foi convidado a lançar O Dobro
de Cinco em Portugal, no Festival da Banda
Desenhada de Amadora, e garante "que
foram os dias mais encantadores e mágicos"
que viveu. Emociona-se ao recordar o respeito
e o carinho recebidos em Amadora: "o
Festival montou uma exposição
com vários desenhos meus ampliados
e na sala "Mutarelli", um imenso
Diomedes me aguardava". De fato,
Diomedes chegou lá antes dele mesmo!
Encantado
por Amadora e pela magia de Lisboa, Mutarelli
resolveu incorporar essa viagem à
trilogia e Diomedes ganhou status de "detetive
intercontinental". A trama de A
Soma de Tudo Parte 1 seguiu novas
possibilidades, novos rumos e seguir essas
idéias, em vez de sacrificá-las,
fizeram o autor dividir a história
em dois volumes.
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| Preview
das páginas |
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A
Trilogia O Enigma de Enigmo por Lourenço
Mutarelli |
A Trilogia O Enigma do Enigmo: O Dobro
de Cinco, O Rei do Ponto e A Soma de Tudo
(Parte 1 e 2), por Lourenço Mutarelli
Antes
quero explicar que A Soma de Tudo foi
dividida em duas partes, pois tem o dobro
de páginas dos volumes anteriores
e também para manter o cronograma
de lançar um volume por ano. Assim,
quando forem reeditadas as duas partes
serão um único volume.
Dizem
que um dia existiu um grande ilusionista,
o maior de todos e de todos os tempos.
Dizem que esse ilustre mágico viveu
dias de glória, poder e sucesso.
Dizem que, apesar de esquecido, basta
evocar o seu nome para que todos, sem
exceção, dele voltem a lembrar.
Dizem que seu nome é Enigmo. O
que ninguém sabe ao certo é
como ou porque ele foi esquecido. Cada
um busca dentro de si uma resposta para
o seu desaparecimento. Alguns afirmam
que ele perdeu sua habilidade, outros
dizem que, depois de provar o sucesso,
ele haveria se desencantado com a vida.
Há ainda os que tentam explicar
a curva natural de ascensão e decadência.
O
Dobro de Cinco lança o detetive
Diomedes em uma jornada sombria em busca
desse antigo mágico que, depois
de muito tempo, misteriosamente desapareceu
da mídia. Aos poucos, sua imagem
foi sendo dissipada do imaginário
popular até cair em completo esquecimento.
Sua imagem e seu nome permaneceram adormecidos
até o dia em que um homem que se
dizia chamar Hermes resolve buscá-lo.
Para isso ele bate às portas de
Diomedes.
Dizem
que nesse momento, após haver permanecido
por mais de vinte anos nos umbrais do
esquecimento, ao ser evocado, Enigmo manifesta-se
impregnando o mundo com sua estranha magia.
Esse é o ponto de partida não
só de O Dobro de Cinco, mas de
toda a trilogia. Essa busca é a
espinha dorsal que sustenta e motiva a
obra. A cada volume um novo caso, um novo
mistério e Enigmo mantêm-se
manifesto e presente em cada página.
Se
você vem acompanhando este trabalho
talvez já tenha percebido que caberá
a você encontrar as respostas. Se
você conhece Diomedes deve entender
o que tento dizer. Quanto a mim resta
afirmar que todas as peças desse
quebra-cabeças estão sendo
dadas, em breve espero que você
já o tenha armado. Quanto ao Diomedes...
Segue o seu lema: "Servimos mais
ou menos prá servir de vez em quando.".
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