A
PROPOSTA DO PLANETARY
Parte 1
por WARREN
ELLIS
“É
um mundo estranho. Vamos mantê-lo
assim.”
O
Universo WildStorm é a óbvia área
cintilante de uma Terra com super-heróis.
Aprofunde-se um pouco mais e você
encontrará singularidades e maravilhas
numa escala planetária. Existem pessoas
mais estranhas e espantosas do que
os WildC.A.T.S ou o StormWatch que,
simplesmente, preferem agir além dos
limites da glória da publicidade global.
Existem coisas loucas e belas debaixo
da pele do mundo que conhecemos, que
você só vê quando olha para as coisas
numa escala planetária...
...e
eu não me refiro a coisas do tipo
Arquivo X. Por mais divertido que
seja, essa fórmula já se esgotou.
Eu estou falando de um mundo do gênero
super-heróis, cujos únicos heróis
conhecidos, na maioria dos casos,
são fundamentados em teorias de conspiração
e histórias anormais e desvairadas.
O que aconteceria se, debaixo disso
tudo, existisse um mundo inteiro de
antigos super-heróis clássicos? O
que aconteceria se existissem enormes
templos subterrâneos a la Jack Kirby
construídos por velhos ou novos deuses,
e cowboys fantasmagóricos cavalgando
pelas rodovias do Oeste à procura
de justiça, e superespiões usando
ternos elegantes e óculos com visão
de 360 graus combatendo guerras frias
nas sombras, e assassinos sorridentes
anormais internados em antigos asilos
lovecraftianos... e o que aconteceria
se você tivesse cem anos de história
de super-heróis lentamente se espalhando
por dentro desse jovem e moderno mundo
de super-heróis do Universo WildStorm?
O
que aconteceria se você pegasse todas
as coisas antigas e as transformasse
em coisas originais novamente?
Basicamente,
o Planetary são três pessoas que caminham
pelo mundo atrás de singularidades
e maravilhas. Às vezes, pessoas comuns
descobrem coisas antigas que ficariam
melhores se continuassem ocultas.
Às vezes, essas coisas ocultas surgem
na vida comum e não têm as melhores
das intenções para com o mundo. São
nesses momentos que o Planetary entra
em cena, convidado ou não, e lida
com a situação ao mesmo tempo em que
aprende com ela, ampliando seus próprios
conhecimentos de como esse mundo realmente
funciona. Em cada número, eles (e
nós) aprendem e observam alguma coisa
nova, alguma coisa que evoca aquela
antiga e mítica Sensação de Maravilha
que pouquíssimas pessoas são capazes
de evocar hoje em dia...
Financiado
por uma figura misteriosa, o quase-mítico
Quarto Homem do Planetary (cuja própria
identidade é rodeada por centenas
de teorias de conspiração — ele pode
ser qualquer um, de Bill Gates a Hitler),
o Planetary permanece decididamente
independente, a ponto de a maioria
dos governos e agências de segurança
nem sequer saber da sua existência.
Eles são exploradores, mapeando as
fronteiras invisíveis de um mundo
fantástico.
A
intenção de PLANETARY é ser uma ruptura
do desespero e pessimismo do StormWatch.
Embora PLANETARY terá, sem sombra
de dúvida, seus momentos desagradáveis,
e certamente com freqüência terá uma
atmosfera de mistério, farei o possível
para que a série seja uma coisa divertida.
Planetary é sobre, como disse Alan
Moore, “idéias loucas e belas”; a
sensação de maravilha, o sentimento
de coisas secretas espantosas exatamente
além do nosso campo de visão, e as
revelações, os grandes aparatos, os
perigos e os canalhas vinculados a
tudo isso...
Parte 1
| Parte
2 | Parte
3 |