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Luluzinha Vai às ComprasSeja inventando histórias hilariantes e exageradas enquanto toma conta do terrível Alvinho, ou mantendo na linha seu amigo roliço Bolinha e a turma do clube dos meninos, ou sendo gentil com o fantasma camarada que ela surpreende lendo “histórias populares” no seu quarto, Luluzinha não só é uma “menina comum”, como também é uma figura única!

A Devir Livraria orgulhosamente apresenta, pela primeira vez, a série clássica da lendária revista em quadrinhos Luluzinha, com textos de John Stanley e desenhos de Irving Tripp, em uma bela coleção para os leitores.

Aclamada pela crítica especializada e considerada como um dos maiores clássicos dos quadrinhos já publicados, Luluzinha é um tesouro para todas as idades, com histórias divertidas e arrojadas o bastante para resistir à passagem do tempo.

Uma Breve História da Luluzinha

por Leandro L. Del Manto

A personagem Luluzinha (Little Lulu) apareceu pela primeira vez no dia 23 de Fevereiro de 1935 na revista The Saturday Evening Post numa charge assinada por Marge, o nome artístico de Marjorie Henderson Buell (1904-1993). A princípio, a simpática garotinha de vestido vermelho veio ao mundo apenas para substituir outro personagem, o Pinduca (Henry), uma criação de Carl Anderson que passou a ser distribuída pela King Features Syndicate, mas sua popularidade foi tamanha, que ela conquistou outros espaços além da revista, onde foi publicada até 1948.

Durante toda a década de 40, a personagem teve suas charges republicadas na forma de livros e passou a povoar capas de cadernos, jogos, brinquedos, cartões de aniversário, livros de colorir, roupas e muitos outros produtos.Além disso, ela foi garota-propaganda dos lenços de papel Kleenex durante 16 anos! Juntamente a este sucesso comercial, em 1943, ela e sua turminha estrelaram uma série de 26 curtas animados para o cinema produzidos pela Famous Studios para a Paramount Pictures. As animações foram um grande sucesso, mas a Paramount decidiu não renovar o contrato em 1948, achando que poderiam criar sua "própria Luluzinha" com Little Audrey. Obviamente, ela não obteve o mesmo sucesso de sua predecessora, que conquistou sua verdadeira legião de fãs nas revistas em quadrinhos.

Luluzinha apareceu em 10 edições da revista em quadrinhos Four Color, da Dell Comics, antes de receber seu próprio título, Marge's Little Lulu, em 1945. Nos quadrinhos, o único envolvimento de Marge com sua criação foi a aprovação das histórias escritas e desenhadas por John Stanley (1914-1993), que praticamente criou todo o universo da Luluzinha que todos nós conhecemos. Nas primeiras histórias, Stanley, que já havia trabalhado com animação no Fleischer Studios e contribuído para a Mickey Mouse Magazine, era uma espécie de "faz-tudo", mas, aos poucos, começou a passar as arte-finais para outros desenhistas, dentre os quais, Irving Tripp sempre se destacou. Curiosamente, até mesmo o gorducho Bolinha (Tubby no original) foi meio que batizado por Stanley, uma vez que ele apareceu umas poucas vezes nas charges assinadas por Marge como "Joe". Todos os outros personagens como Alvinho (Alvin James), Aninha (Annie Inch), Carequinha (Iggy Inch), Carlinhos (Chubby), Alcéia (Ol' Witch Hazel), Meméia (Little Itch), Glória (Gloria Darling), Plínio Raposo (Wilber Van Snobbe), Dona Marocas (Miss Feeny), Seu Miguel (Clarence McNabben) e tantos outros foram criações memoráveis do genial Stanley, que, infelizmente, nunca recebeu os devidos créditos, pois foi graças à criatividade dele que a Luluzinha se transformou num sucesso editorial nos quadrinhos.

Em 1972, o grupo editorial Dell Comics/Western Publishing se dividiu e Luluzinha e sua turma passaram a ser publicados pela editora Gold Key numa revista simplesmente chamada Little Lulu, editada regularmente até 1984. Depois, em 1995, Luluzinha estrelou uma segunda série de desenhos animados produzida para a TV a cabo americana e exibida originalmente pela HBO. Também foi criada uma versão dos quadrinhos para o formato de tiras, que foram distribuídas pela Chicago Tribune-New York News de Junho de 1950 a Maio de 1969, mas sem o mesmo sucesso das revistas em quadrinhos, que, assim como os desenhos animados, percorreram o globo e conquistaram milhões de fãs de todas as idades no mundo inteiro.

A simpática Luluzinha já está com seus 71 anos de criação, mas nos quadrinhos ela será sempre aquela garotinha de oito anos aprontando das suas e mantendo vivo aquele pedacinho ingênuo da infância que todos nós guardamos com tanto carinho.

— Leandro Luigi Del Manto
Editor
 

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Uma história completa de Luluzinha! (em PDF)
  

Obras da série

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