Com
a participação de 38 artistas
convidados para transmutar em imagens os roteiros
de personagens de HQ desenvolvidos pela Fábrica
de Quadrinhos, a compilação
destes trabalhos rendeu um álbum de
luxo homônimo, colorido, com 128 páginas
em formato quadrado (22,5 x 22,5 cm).
São 16 histórias, incluindo
uma jam session de 21 páginas e 17
pin-ups (ilustrações). O livro
traz também dicas de trilha sonora
para acompanhar a leitura e um making-of
da produção. Além dos
sócios diretores da Fábrica
(Marcelo Campos, Rogério Vilela,
Octavio Cariello e Eduardo Schall), participam
do projeto Adão Iturrusgarai, Caco
Galhardo, Fábio Moon, Fernando Gonsales,
Gabriel Bá, Gualberto Costa, Jal,
José Márcio Nicolosi, Lélis,
Lourenço Mutarelli, Luke Ross e Marcelo
Caribé. Complementam o rol de talentos
Marcelo Gaú, Mozart Couto, Osvaldo
Pavanelli, Ricardo e Rodrigo Piologo, Roger
Cruz e Spacca, entre outros.
Mas uma publicação deste porte
é viável num mercado restrito
como o dos quadrinhos nacionais? Octavio
Cariello responde: "Sabemos que o mercado
nacional não oferece garantias de
que tal edição resulte em
lucro direto, mas há um bocado de
outras questões envolvidas além
do dinheiro. O álbum é um
belo cartão de visitas da Fábrica
e de seus universos. Pode funcionar como
ponto inicial para outros lançamentos
e, é claro, que temos o mercado internacional
em vista".
A empreitada tomou oito meses de trabalho
da Fábrica. "Embora o leitor
comum não entenda porque uma HQ,
que ele consegue ler em poucos minutos,
leva tanto tempo pra ser produzida e, por
isso mesmo, custa tão caro, o processo
de produção de um gibi é
longo e desgastante. Faz quem tem tesão",
conclui Octavio Cariello.
Apesar
do trabalho insano, o estúdio já
está traçando novos planos
para o mercado editorial. Segundo Cariello,
a idéia é manter uma publicação
anual semelhante a que será lançada
em outubro. Um segundo número já
estaria sendo planejado pela trupe. Quem
viver verá!
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